Arquivo de Julho, 2009
O Berrão -2008-2009- 3.ª Edição
Publicado por cticavem em 31 Julho 2009
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Dislexia – No Labirinto das Palavras…
Publicado por cticavem em 29 Julho 2009
Quando se fala do fracasso escolar, poucas vezes paramos para pensar que uma criança ou jovem pode ter insucesso escolar devido a alguma anomalia.
Há ocasiões em que um determinado problema parece uma doença e é tratado como tal, quando na realidade não o é. É o caso da dislexia que afecta 10 a 15 por cento das crianças em idade escolar.
Segundo a Associação Internacional de Dislexia, esta é uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caracterizada por dificuldades na correcção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica. Estas dificuldades resultam de um défice fonológico, inesperado, em relação às outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora, experiência de leitura reduzida que pode impedir o desenvolvimento de vocabulário e conhecimentos gerais.
O termo dislexia tem sido utilizado para exprimir uma dificuldade que certos indivíduos têm para a leitura e para a aprendizagem da mesma, quando não existe atraso intelectual ou deficiência. Geralmente é acompanhada por uma dificuldade idêntica para a escrita ou seja uma disgrafia (são problemas que as crianças apresentam na escrita, apesar de não terem lesões cerebrais e/ou problemas sensoriais) e disortografia (conjunto de erros na escrita que afectam a palavra e não o seu traçado ou grafia) e, por vezes, uma discalculia (desordem neurológica específica que afecta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números).
Não existem causas precisas para o surgimento da dislexia, embora seja comum associá-la a questões familiares. Parece existir uma relação entre acidentes ocorridos durante a gravidez e o aparecimento da dislexia. A indefinição da lateralidade pode também dar origem à dislexia, assim como os transtornos auditivos ou visuais.
Embora a dislexia só seja detectada quando se inicia a aprendizagem da leitura e da escrita e o diagnóstico definitivo só se possa fazer a partir do 3.º ano de escolaridade, segundo Rafael Pereira, as educadoras do ensino pré-escolar devem estar atentas para a ocorrência de falhas relacionadas com o problema.
Exige-se assim um diagnóstico o mais precocemente possível porque quanto mais cedo a criança disléxica for diagnosticada, mais possibilidade tem de recuperar e não ficar marcada negativamente para toda a vida. Qualquer diagnóstico, para ser eficaz, precisa antes de tudo que sejam claramente identificados os sinais de uma criança com dislexia. Assim, dos 3 aos 5 anos, apresentam dificuldade em aprender a falar claramente, confusão na pronúncia de palavras ou letras foneticamente semelhantes (como d/t e b/p), dificuldade em aprender rimas, confusão da esquerda/direita, na orientação espacial e má interiorização da figura humana.
Dos 6 aos 9 anos, apresentam dificuldade em aprender a ler e a escrever, tendência para escrever números ou letras de forma não linear, confusão e/ou omissão de letras, sílabas ou palavras, com inversões parciais ou formais, substituição de uma palavra por outra idêntica ou confusão de letras graficamente (a/o, d/p, i/j…) ou sonoramente (d/t, b/p…) idênticas, dificuldade em aprender o alfabeto e a tabuada, falta de atenção e concentração, frustração e comportamentos sociais estranhos.
Dos 9 aos 12 anos, apresentam contínuos erros ou lacunas na escrita e leitura, construções linguísticas estranhas, desorganização na escola e em casa, dificuldade em copiar textos e números, dificuldade de memorização, impulsividade, agressividade e timidez exagerada.
A partir dos 12 anos, apresentam tendência para uma escrita descuidada e desordenada, por vezes incompreensível, erros gramaticais e ortográficos, grande dificuldade na aprendizagem de línguas estrangeiras, baixa auto-estima, surgimento de condutas disruptivas e aversão à leitura e à escrita.
Embora não exista um tratamento totalmente eficaz e definitivo, essa disfunção neurológica pode ser especialmente atenuada se for adoptada uma estratégia global de detecção e encaminhamento dos alunos disléxicos.
Isso exige um trabalho conjunto e articulado de pais, professores, terapeutas, psicólogos e comunidade escolar como um todo. Deve investir-se em programas de intervenção e reeducação.
Esses alunos devem, face às dificuldades que apresentam, ser avaliados em provas orais e quando se tratar de provas escritas o professor deve ler pausadamente os testes para que o aluno os entenda, sem esquecer a importância do reforço positivo na medida em que por norma são alunos com baixo grau de auto-estima. Além disso deve, dar-se mais tempo para a realização dos testes ou estes serem mais curtos, devendo o professor certificar-se de que o aluno compreende todas as questões e atender aos conhecimentos do aluno e não à forma de expressão (erros, faltas…). Não se deve obrigar o aluno a ler em voz alta. É possível e desejável o recurso a materiais pedagógicos que estão organizados de forma a permitir o manuseamento de matérias manipuláveis, o corte, a colagem e a pintura dos mesmos, reforçados com a utilização de exercícios práticos.
Os rios correm para o mar porque souberam transpor os obstáculos. Reeducar alunos com dislexia é devolver-lhes a esperança e a certeza de que com esforço e trabalho é possível realizar com sucesso as suas tarefas escolares garantindo, com o apoio de todos, o seu mais elementar direito: o direito a ser Feliz!
Paula Magalhães (SEEEAE)
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Aqui há Berro!
Publicado por cticavem em 29 Julho 2009
Carlos Garcia aconselha O Mundo dos Outros de José Gomes Ferreira
Do que li na aula de Português, escolhi o conto “A Nuvem” que nos fala de um grupo de sonhadores que descrevem uma nuvem, cada um de maneira diferente do outro (cavalo de batalha, cabeça de romano, cisne, elefante, camelo no deserto de areias azuis, templo chinês, etc.).
O narrador ao observar a nuvem no céu afirma que ele também é como uma nuvem porque os outros também o viam cada um à sua maneira. Ele chega à conclusão de que ninguém o vê do mesmo modo. Como a nuvem do céu – para alguns ele é água; para muitos, burro; para outros, um camelo; e para quase todos um animal indefinido. Cada qual agarra nele a realidade que mais lhe convém.
No final do conto , ele confessa-nos que enquanto que a nuvem não se importa com o que dizem dela, ele, pelo contrário, incomoda-se com o que pensam sobre a sua pessoa.
Finalmente ele diz que na vida acaba por definir-se de acordo com o que os outros acham que ele é e que só nunca foi uma coisa: ele próprio. Mas esse é um dos segredos que ele vai levar para a sepultura.
Aconselho a leitura deste conto que nos faz reflectir sobre a maneira muitas vezes injusta de vermos as pessoas. Muitas vezes julgamo-las pelo que elas não são na realidade. É um texto interessante e leva o leitor a aperceber-se de que pode tornar-se numa pessoa melhor.
Carlos Garcia, 10.º ano
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Criar a partir de Amadeo de Souza Cardoso
Publicado por cticavem em 29 Julho 2009
No decorrer do 3.º período no âmbito das disciplinas de História e Educação Visual visitámos o Museu de Amadeo de Souza Cardoso em Amarante.
Como resultado dessa visita, nas aulas de Educação Visual e com a coordenação da professora Alcina Rabaço, procedemos à recolha de quadros do artista para a elaboração de um projecto que constava em introduzir alterações nos quadros deste pintor.
Depois do projecto realizado, aplicámo-lo na pintura de cadeiras com o objectivo de as embelezar, tendo também havido um grupo que aplicou o seu projecto a uma mesa.
A cooperação dos alunos foi muito boa pois todos gostaram de desenvolver este projecto e por se tratar de um trabalho diferente entusiasmou-os muito.
Márcio Assunção, 9.º ano
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Reunião de Projecto em Senica, Eslováquia.
Publicado por cticavem em 29 Julho 2009
Projecto Comenius
“Learning powered by techniques”
Entre os dias 29 de Abril e 3 de Maio as docentes Ana Barreira, Dina Gomes, Fátima Borges e Luísa Carvalho deslocaram-se à Eslováquia, à pequena cidade de Senica para mais uma reunião de trabalho no âmbito do projecto Comenius com o tema “Learning powered by techniques”. O objectivo desta reunião foi, essencialmente, a partilha das técnicas desenvolvidas em cada escola parceira e a sua avaliação. Para além da temática inerente ao projecto, foi interessante e enriquecedor assistir às aulas dos meninos eslovacos, ver os seus hábitos e visitar os seus espaços. É de destacar a hospitalidade e simpatia com que as docentes foram recebidas quer na escola quer na comunidade.
Professora Dina Gomes
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