AVEM – Jornal Online

Jornal Online do Agrupamento Vertical de Escolas de Murça

Arquivo de Abril, 2007

eTwinning

Publicado por cticavem em 5 Abril 2007

eTwinning é uma Acção do Programa eLearning da União Europeia. Tem como objectivo  principal criar redes de trabalho colaborativo entre as escolas europeias, através do desenvolvimento de projectos comuns, com recurso à Internet e às Tecnologias de Informação e Comunicação.

Tema: “AUJOURD’HUI C’EST LA FÊTE”

Consiste na realização de um calendário comum na Internet, acompanhado de um blog no qual são apresentadas e anotadas as festas. No calendário comum, cada grupo anota as datas importantes no seu meio pessoal: aniversário (de cada participante), festas religiosas, regionais e nacionais, tradições e folclore. Cada data mencionada é explicada no blog comum com fotografias, vídeos, textos, etc.…Cada grupo participante, pode reagir fazendo comentários às apresentações feitas no blog, podem colocar questões, podem estabelecer comparações, exprimir sentimentos e apreciações. Por altura de algumas festas, poderemos eventualmente organizar uma videoconferência ou uma sessão de MSN.

Pode ver o nosso trabalho em: http://etwin.podomatic.com

Turma participante

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Somos a turma B do 8º Ano, do Agrupamento Vertical de Escolas de Murça. Estamos no segundo ano de estudo da língua francesa. Sentimos ainda algumas dificuldades mas com a ajuda da nossa professora conseguimos já elaborar alguns trabalhos em francês. Também gostamos de ver os trabalhos feitos pelos nossos colegas das escolas belga, polaca e romena. Compreendemos a maior parte deles e gostamos de apreciar as fotografias que eles colocam no nosso blog conjunto.
Começamos este projecto no início do ano lectivo, formámos quatro grupos de trabalho e cada um deles é responsável pelas festas, tradições e feriados dos três meses que lhes foram atribuídos. Durante o primeiro período introduzimos no calendário as datas de aniversário de cada aluno da turma e as datas significativas para nós portugueses. Introduzimos no blog pequenos textos explicativos e fotografias alusivas às datas indicadas relativas aos meses de Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro.
Continuámos neste segundo período com os meses de Janeiro, Fevereiro, Março e Abril. No terceiro período vamos trabalhar os restantes meses por antecipação visto que em finais de Junho já estaremos de férias mas queremos deixar o nosso trabalho completo.
Os nossos grupos de trabalho nas diferentes actividades: pesquisa bibliográfica, organização dos trabalhos, introdução dos trabalhos no blog e leitura dos trabalhos dos nossos colegas das escolas parceiras.

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8º B

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Um dia de matança

Publicado por cticavem em 5 Abril 2007

Estava um dia chuvoso,
estava mesmo a chover,
o pessoal estava todo ansioso,
Pois quase não conseguia ver.

A fogueira acenderam,
para se tentarem aquecer,
logo o frio esqueceram,
para sobreviver.

Os porcos à loja foram buscar,
nos bancos os deitaram,
para os poderem matar,
e logo a faca espetaram.

No maçarico pegaram,
para o pelo queimar,
o pelo esturricaram,
para poderem lavar.

A faca pegaram,
para o porco abrir,
o “rijão” retiraram,
para a panela ir.

De seguida as tripas retiraram,
com muito cuidado para não as estragarem,
às mulheres as entregaram
para as separarem

O porco deixaram a descansar,
no estaleiro pendurado,
e foram almoçar,
com ele esticado.

Depois de a loiça lavarem,
os baldes foram buscar,
a seguir das galochas calçarem,
as tripas foram lavar.

No rio as tripas lavaram,
para tudo despejarem,
o que nelas se encontrava,
para depois regressarem.

A matança acabou,
a casa regressaram,
e a chuva não parou,
e assim o dia acabou.

Ana Rita Nascimento,
Carina Filipa Oliveira,
Edgar Tiago
Germano Guedes
Vera Garcia
9.ºD

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Como é Importante a Boa Disposição!

Publicado por cticavem em 5 Abril 2007

Anime-se, este é provavelmente o conselho menos útil e irritante que alguém poderá dar, no entanto…
É verdade que a esperança e preocupação fazem parte da natureza humana. Mas também é verdade que o medo leva – nos, por vezes, a tomar decisões que no decorrer do tempo vemos que foram exageradas e até erradas. Apesar das contrariedades da vida, do desemprego, dos desafios profissionais e outras a que o mundo moderno nos habituou, não percamos a esperança, aproveitemos esses momentos para reflectir e concentrar energias. É nestes momentos que descobrimos aquilo que somos, as nossas potencialidades e fragilidades, as competências que deviam ter sido desenvolvidas e não foram, aquilo que gostaríamos de ter sido e não somos. Todos nós somos seduzidos pelo sucesso, poder, riqueza, prazer, etc. Quem é que não tem sonhos para contar?
O Homem corajoso não é aquele que não tem medo, mas aquele que enfrenta o medo. Enfrentemos o medo e os desafios mantendo a esperança de os vencer. Os psicólogos há anos que vêm afirmando para que sejamos optimistas. Deveremos adoptar uma postura mais positiva perante a vida. Devemos arriscar mais, sorrir mais, divertirmo-nos mais, andar mais alegres, acreditando num futuro melhor, cheio de oportunidades.
Agora que a Primavera chegou, aproveite, sorria …
Boas férias!

Noberto Magalhães
Professor

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De Shakespeare a Camões

Publicado por cticavem em 5 Abril 2007

Em Inglaterra sou estudante da Universidade de Nottingham onde frequento o curso de Línguas (francês e português). Escolhi português porque quis aprender uma língua útil mas também diferente do francês e do espanhol, já que estas são as línguas mais escolhidas pelos estudantes ingleses.
Vi o projecto Comenius como uma oportunidade de visitar uma parte da Europa que não conhecia e de experimentar um estilo de vida completamente diferente do da Inglaterra. Quando cheguei tudo foi uma surpresa para mim: a língua, a comida…
Fui recebido simpaticamente em Murça, que considero uma vila muito acolhedora com a sua bela paisagem envolvente.
Estou aqui a ensinar Inglês na modalidade de conversação. Ensino as crianças do jardim-de-infância, do primeiro ciclo e nesta escola os alunos de nono ano e os professores também. A experiência está a ser interessante e enriquecedora!
Adoro a comida na escola e outros pratos típicos que tenho saboreado com os colegas.
Já conheço um pouco de Portugal, visitei Coimbra, Fátima, Leiria, Porto, Lisboa e a beira-mar e adoro tudo.
Quando regressar a Inglaterra vou recomendar este lindo país aos meus amigos!

Ben James
Assistente de línguas

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A Formação Contínua – Reflexões acerca da sua Organização

Publicado por cticavem em 4 Abril 2007

No passado dia 22 de Fevereiro, num painel do IX REALMAT, que decorreu na escola sede do Agrupamento Vertical de Murça, fiz uma intervenção acerca da formação contínua. Este artigo pretende ser um repositório das principais ideias aí veiculadas.
Convém clarificar que esta reflexão tem como base a minha experiência como Director de um Centro de Formação da Associação de Escolas (CFAE) de Murça. Não tenho a pretensão de extrapolar as opiniões aqui veiculadas para o universo dos CFAE, muito menos da formação contínua no seu todo.

O meu objectivo consiste em analisar em que medida a formação contínua pode responder às necessidades dos docentes, em particular, e da comunidade educativa, em geral. Não podemos esperar receitas, o importante é analisar cada contexto e verificar quais as formas que aí poderão ser potencializadas e rentabilizadas.

Análise da formação contínua centrada nos CFAE’s
A formação contínua, centrada nos CFAE, deve responder às necessidades e exigências dos docentes das escolas e ir ao encontro das prioridades definidas em sede de Projecto Educativo de cada Agrupamento.
Cada Centro de Formação não pode, ou melhor, não deve promover formação contínua de forma avulsa, sem atender ao contexto em que se insere. Neste sentido, uma análise cuidada do Projecto Educativo de cada Agrupamento pode abrir algumas perspectivas acerca da formação a facultar aos docentes. Além disso, o plano de formação de cada ano é aprovado na Comissão Pedagógica de cada Centro de Formação, onde estão presentes diversos elementos das escolas agrupadas no respectivo Centro. Nestas reuniões, cada um dos seus elementos deve reflectir o pulsar de cada escola ou nível de ensino a que pertence e que representa, para que a formação proposta para cada plano anual possa responder às necessidades dos docentes.
Fazer formação com base em respostas aos tradicionais questionários não responderá às verdadeiras necessidades. Muitas vezes são lançadas acções solicitadas por muitos elementos que acabam por não responder às reais expectativas ou necessidades, sendo frequentadas, algumas vezes, por mera obrigação dos docentes.

O papel dos CFAE’s na formação centralizada
Nos últimos anos, a administração central tem alterado um pouco a prática da formação promovida pelos CFAE’s. Em vez de centrar a formação nas necessidades sentidas nas escolas ou agrupamentos, são organizadas centralmente acções genéricas de uma determinada área considerada prioritária pelo Ministério da Educação. Foram os casos da formação na área das TIC (2006 e 2007) e das Bibliotecas (2007).
Esta forma de promoção de acções tenderá a ser a regra. Este novo paradigma da formação apresenta virtualidades: responde às mudanças preconizadas no sistema de ensino pela tutela; acaba com acções de formação, promovidas por alguns CFAE’s, sem interesse para a prática pedagógica dos docentes; permite desenvolver novas competências nos docentes; promove a uniformização de conteúdos a desenvolver pelos formadores, em função da formação prévia a que são sujeitos; facilita a troca de experiências, nomeadamente ao nível dos formadores; promove um contacto mais efectivo com as Instituições de Ensino Superior, nomeadamente ao nível da formação de formadores…
Mas, esta centralização na concepção da formação contínua, também apresenta fragilidades, sendo de destacar as seguintes: a limitação da formação específica de cada agrupamento ou escola não agrupada; a diminuição da diversidade de formação contínua disponibilizada ao pessoal docente; a falta de resposta às reais necessidades de formação de determinados grupos disciplinares; a dificuldade do acesso à formação na área disciplinar específica de cada docente, para efeitos de progressão na carreira…
Em suma, esta nova forma de pensar a formação contínua pode ser benéfica para os docentes, mas temos que estar atentos às fragilidades enunciadas e a outras que possivelmente surgirão no horizonte.

A massificação das modalidades activas de formação
Um dos aspectos que não deve ser esquecido é a forma como se faz formação nos CFAE’s. Se numa primeira fase as acções eram predominantemente passivas, hoje assume-se, cada vez mais, a importância das modalidades activas de formação. Este é outro paradigma que está a mudar na sociedade europeia em geral, e na portuguesa em particular. O formando não pode ser mais um mero ouvinte como acontecia na maioria dos cursos de formação. Se a formação que recebemos nos vai ser útil na nossa prática quotidiana temos que ser intervenientes activos nessa formação. As modalidades de Oficina e de Círculo de Estudos têm vindo a ganhar uma importância crescente neste contexto. Formadores e formandos constroem materiais, reflectem acerca das práticas, impulsionam mudanças sustentadas nas práticas pedagógicas dos participantes nestas verdadeiras acções de formação.
Estas modalidades activas ainda apresentam outras vantagens ao nível da proximidade entre os intervenientes, devido ao menor número de formandos que frequentam as turmas. Criam-se, então, constantes fluxos de trocas de informação e de experiências que permitem um enriquecimento de todos os participantes em cada acção. Por outro lado, esta formação está em constante ligação com a prática pedagógica, o que permite uma utilização e uma adequação das novas ferramentas analisadas na acção e em contexto de ensino aprendizagem.

Formação contínua no âmbito da Matemática
Está a decorrer, já no segundo ano de implementação, a formação contínua da Matemática entregue às Instituições de Ensino Superior. Convém clarificar que no caso do distrito de Vila Real essa formação é da responsabilidade da UTAD. Se no primeiro ano os destinatários eram apenas os docentes do 1º Ciclo do Ensino Básico, no presente ano lectivo o mesmo programa já se alargou ao 2º Ciclo.
Esta iniciativa do Ministério da Educação foi lançada sem qualquer coordenação com as estruturas de formação que estão no terreno e que se encontram próximas dos docentes destinatários. Seria importante, principalmente para os docentes que tivesse havido esta interligação, pois alargaria o leque de docentes que seriam informados e motivados para a participação nestas acções de formação.
Consideramos este tipo de formação importante, tanto mais que se desenvolve numa modalidade activa, havendo uma estreita ligação com o contexto real de trabalho, algo que este Centro de Formação tem conseguido fazer na maior parte das acções realizadas.
Caberá aos CFAE’s promover acções no âmbito da Matemática dirigidas ao ensino pré-escolar, ao 3º Ciclo e Ensino Secundário. Estamos a trabalhar neste sentido. Temos já acreditadas acções para este público-alvo, que serão colocadas no terreno logo que as condições logísticas e financeiras assim o permitam.
Queremos que as ideias chave da formação promovida por este centro continuem a aplicar-se nas diversas acções que desenvolvemos: preconizamos uma reflexão sobre a prática docente; promovemos uma colaboração e troca de experiências entre os docentes que frequentam as acções; queremos uma aplicação prática das competências trabalhadas na formação; enfim, defendemos uma formação contínua que seja centrada no professor e na sua prática pedagógica, sempre com o objectivo de promover uma melhoria das aprendizagens dos alunos.

Conclusão
Num futuro próximo os Centros de Formação terão que responder sistematicamente às imposições das estruturas hierárquicas superiores, através da operacionalização no terreno de acções pré-formatadas e idênticas em todo o país. Mas, o principal papel dos CFAE’s continuará a ser a resposta às necessidades de formação sentidas pelos docentes de um Agrupamento e às prioridades definidas no Projecto Educativo dos respectivos Agrupamentos de Escolas que serve. Esta formação de proximidade tem um papel essencial no sucesso da formação contínua. Termos formação centralizada pode ser útil para responder às novas exigências da política educativa numa fase de expansão, no entanto, para consolidar práticas e procedimentos que melhorem as práticas educativas a formação terá que continuar a ser descentralizada.

Humberto Óscar Nascimento
(Director do CFAE Murça)

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